Archive | Dezembro 2013

A jovialidade na terceira idade que vem de dentro e se pratica todos os dias

Álvaro Mariano de 78 anos e Amparo Gonçalves de 76 anos são casados e falam da sua personalidade e do que os uniu. O casal conheceu-se na Universidade Sénior de Oliveira do Bairro e revela o seu segredo para viver alegre e dinamicamente. Veja a entrevista que Daniela Gonçalves fez ao casal que deseja aproveitar da melhor forma cada dia que passa, porque é fundamental saber envelhecer, mantendo a juventude da alma.

Entrevista, recolha e edição de imagem: Por Daniela Gonçalves
Saber Viver Lisboa TV
2013

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Sinergias e trabalho em equipa são fundamentais para melhor trabalhar com os idosos

Qual o papel do serviço social na qualidade de vida dos idosos, em Portugal? O crescente envelhecimento da população tem implicações sociais, sobretudo ao nível das necessidades de apoio aos idosos, no seu dia a dia. É neste contexto que se enquadra a entrevista que se segue. O seu enfoque é a relevância da inter e multidisciplinaridade na intervenção social junto dos idosos, em Portugal, patente na obra “Serviço Social no Envelhecimento”, coordenada pela Professora Maria Irene de Carvalho.

Entrevista de Daniela Gonçalves a Maria Irene de Carvalho, assistente social, professora e investigadora.
Imagem de Luís Filipe Ramos
Saber Viver Lisboa TV
2013

A Sombra do Samurai: Viver para dar e receber amor

A Saber Viver Lisboa TV foi assistir ao filme A Sombra do Samurai de Yôji Yamada, que integra o ciclo Passado e Presente do Japão no Cinema, a decorrer na Cinemateca Portuguesa, até ao dia 26 de dezembro. Por Daniela Gonçalves

Seibei é um samurai que nunca ascendeu na hierarquia, devido à sua forma pouco ambiciosa de encarar a sua profissão e ao desenvolvimento de valores humanos que o fizeram repudiar o assassínio de qualquer ser humano. Conserva o seu estatuto de samurai, mas a sua missão na vida é cuidar das suas duas pequenas filhas que perderam a mãe com tuberculose. A maior alegria de Seibei é acompanhar o crescimento das suas filhas e todos os dias emociona-se com os seus avanços escolares. Ao abraçá-las diz mesmo que é bom estudar clássicos como Confúcio, porque ajudam a pensar a vida e a sociedade… E raciocinar é sempre uma potencialidade para viver em liberdade, para serem tomadas as melhores opções.

Entretanto o samurai, reencontra a sua grande amiga de infância – Tomoe – que passa a frequentar a sua casa e a participar na educação das suas filhas. A amizade de infância origina um amor profundo entre Seibei e Tomoe, com encontros e desencontros. Um dia Seibei é forçado pelo seu chefe de clã a combater um samurai renegado – Yogo – , comparece, assassina-o e regressa a casa, encontrando o seu grande amor Tomoe. Vivem em alegria e amor durante cerca de três anos, até eclodir uma guerra civil na sua localidade…

Uma parte da narrativa é contada pela filha mais nova de Seibei – Ito Iguchi – que, emocionada, revela que, contrariamente ao que os colegas do pai dizem, ela considera que “ele teve uma vida curta, mas rica, porque amou e recebeu o amor das suas filhas”. O samurai sem ambição teve, então, como principal missão na vida educar, ver crescer as suas filhas, sem esquecer de cuidar da sua velha mãe com demência.

Um filme que fica no coração de quem o vê, pela sua grandeza e simplicidade. 

Créditos da imagem: Por Daniela Gonçalves

Créditos da imagem: Por Daniela Gonçalves

Para obter informação adicional, consulte: http://www.cinemateca.pt/programacao.aspx?ciclo=327&page=2

A massagem e o banho terapêuticos: Uma viagem sensorial até ao Japão a partir de Lisboa

São cada vez mais os portugueses que cuidam do seu bem estar, com vista a prevenirem doenças várias ligadas ao ritmo célere de vida. A aposta nas terapias japonesas parece estar a conquistar alguns lisboetas, que conjugam bem estar e cultura nipónica, numa experiência que alia os sentidos e a aquisição de conhecimentos sobre o País do Sol Nascente. Segundo Cláudia Santos – cliente do Nipon SPA – a experiência do banho ofurô despertou a sua imaginação e criatividade, pois “imaginou que estava no Japão, nas piscinas vulcânicas, sentindo a neve a caír sobre a sua pele e, em simultâneo, contemplando o Monte Fuji”. No que concerne à massagem tradicional japonesa de relaxamento, apenas refere que “nunca recebeu uma massagem tão completa e relaxante”. Assista à reportagem que a Saber Viver Lisboa TV realizou no Nipon SPA, em Lisboa.

Texto, entrevistas, recolha e edição de imagem: Por Daniela Gonçalves

“Hoje”: Coreografia que retrata os encontros e desencontros do dia a dia

Sem uma única troca de palavras, vários bailarinos reproduzem uma coreografia, cujo significado é sociologicamente percetível aos olhos de quem é perspicaz e aprecia dança, teatro e análise social. A peça “Hoje” de Tiago Guedes retrata a forma como decorre o ritmo de vida urbano. Há laços que se criam, perduram, outros que se rompem, pese embora, por vezes, um dos lados não desejar a sofrida ruptura. “Hoje” estreia nos dias 6 e 7 de dezembro, na Culturgest, em Lisboa.
Mais informação em… http://www.culturgest.pt/actual/03/21-hoje.html

Texto, recolha e edição de imagem: Por Daniela Gonçalves

Os caminhos incertos da vida refletidos na Lua Vaga de Mizoguchi

Créditos da imagem: http://www.black-samurai.com

Créditos da imagem: http://www.black-samurai.com

Uma viagem pela vida – por dificuldades e aspirações – e a definição quase que inconsciente de prioridades carregadas com um peso de algo que ficará incontornavelmente para trás… Um sentido metafórico de “fantasmas” que surgem na vida das personagens de os Contos da Lua Vaga ou a emergência de uma espiritualidade em que espíritos voltam ao mundo dos vivos, para participarem na sua viagem evolutiva? Por Daniela Gonçalves

Quem assistiu, no dia 3 do presente mês, à exibição deste filme de Kenji Mizoguchi, na Cinemateca Portuguesa, não ficou indiferente a uma narrativa que questiona a forma de viver no contexto japonês da década de 50 do século XX, mas que, de alguma forma retrata as dúvidas existenciais da atualidade. Um filme que exige abertura emocional e mental, para chegar ao âmago da história. Algumas personagens evidenciam-se nestes contos, como por exemplo, Tobei e Genjuro. A obsessão do primeiro em ser samurai leva-o a abandonar a mulher, para lutar pelo seu sonho, enquanto que, para o segundo, imortalizar-se através da criatividade e utilidade das suas obras de olaria corresponde à transcendência. Mas ambos os homens têm algo em comum: no fim da história, o seu desejo de abraçar o Amor é uma constante no seu olhar, expressão corporal e comportamento. Será que há possibilidade de fazer a viagem de regresso a um ponto em que tudo parece harmonioso e pleno? Parece que sim. E essa quebra nas expetativas enche de cor e plenitude os Contos da Lua Vaga, integrante do Ciclo Passado e Presente do Japão no Cinema, o qual decorrerá, na Cinemateca Portuguesa, até ao dia 26 de dezembro.

Para obter informação adicional, aceda a:  http://www.cinemateca.pt/programacao.aspx?ciclo=327